quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

PERFIL DO TUTOR


O tutor é o professor que atende o aluno diretamente no pólo, orientando-o na execução de suas atividades, auxiliando-o na organização do seu tempo e dos seus estudos. Geralmente ele apresenta uma formação generalista vinculada à área do curso e não a uma determinada disciplina. Uma das atribuições do tutor é tirar as dúvidas dos alunos em relação aos conteúdos apresentados, mas precisamos considerar que dependendo da disciplina ou do conteúdo, esta tarefa poderá não ser desempenhada com sucesso. O tutor é a figura mais próxima dos alunos e o relacionamento entre estes dois grupos é sempre estruturado em um grau de afetividade bastante considerável.
Em todos os estudos sobre EaD é consenso a importância do papel da tutoria no sucesso da aprendizagem e na manutenção destes alunos no processo. Em alguns casos, verifica-se que papel do tutor é mais importante do que o material utilizado ou as plataformas de prendizagem disponíveis. A questão preponderante aqui é, se o papel do tutor é tão essencial ao processo de EaD e por que razão alguns projetos o colocam em um plano menos importante? Para exercer o papel da tutoria podemos contratar alunos dos cursos de graduação ou professores recém-formados sem experiência como professores? Quais são os requisitos fundamentais para a função de tutor? Segundo Belloni (2000), algumas capacidades, tais como orientar a aprendizagem, motivar o aluno, conhecer as ferramentas tecnológicas, ser aberto a críticas, entre outras, são essenciais ao bom desempenho de um professor em EaD. O perfil do tutor de um curso a distância exige algumas características que não estão relacionadas apenas com uma competência objetiva. São aspectos relacionados ao relacionamento interpessoal e a compreensão de educação que cada indivíduo constrói internamente. Não basta apenas um discurso motivador e uma proposta de trabalho enfocando a construção do conhecimento de forma conjunta com o aluno. É fundamental que este professor adquira ou desenvolva habilidades de relacionamento interpessoal que valorize um processo de formação flexível, com abertura para o diálogo e negociação constantes durante a aprendizagem.
A diferença entre o docente e o tutor é institucional, que leva a conseqüências pedagógicas importantes. As intervenções do tutor na educação a distância, demarcadas em um quadro institucional diferente distinguem-se em função de três dimensões de análise (Litwin, 2001:102), conforme está na seqüência.
  • Tempo – o tutor deverá ter a habilidade de aproveitar bem seu tempo, sempre escasso. Ao contrário do docente, o tutor não sabe se o aluno assistirá à próxima tutoria ou se voltará a entrar em contato para consultá-lo; por esse motivo aumentam o compromisso e o risco da sua tarefa.
  • Oportunidade – em uma situação presencial, o docente sabe que o aluno retornará; que caso este não encontre uma resposta que o satisfaça, perguntará de novo ao docente ou a seus colegas. Entretanto, o tutor não tem essa certeza. Tem de oferecer a resposta específica quando tem a oportunidade de fazer isso, porque não sabe se voltará a ter.
  • Risco – aparece como conseqüência de privilegiar a dimensão tempo e de não aproveitar as oportunidades. O risco consiste em permitir que os alunos sigam com uma compreensão parcial, que pode se converter em uma construção errônea sem que o tutor tenha a oportunidade de adverti-lo. “O tutor deve aproveitar a oportunidade para o aprofundamento do tema e promover processos de reconstrução, começando por assinalar uma contradição” (idem).
    EDUCAÇÃO PRESENCIAL
                 EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Conduzida pelo Professor
Acompanhada pelo tutor
Predomínio de exposições o tempo inteiro
Atendimento ao aluno, em consultas individualizadas ou em grupo, em situações em que o tutor mais ouve do que fala
Processo centrado no professor
Processo centrado no aluno
Processo como fonte central de informação
Diversificadas fontes de informações (material impresso e multimeios)
Convivência, em um mesmo ambiente físico, de professores e alunos, o tempo inteiro
Interatividade entre aluno e tutor, sob outras formas, não descartada a ocasião para os “momentos presenciais”
Ritmo de processo ditado pelo professor
Ritmo determinado pelo aluno dentro de seus próprios parâmetros
Contato face a face entre professor e aluno
Múltiplas formas de contato, incluída a ocasional face a face
Elaboração, controle e correção das avaliações pelo professor
Avaliação de acordo com parâmetros definidos, em comum acordo, pelo tutor e pelo aluno
Atendimento, pelo professor, nos rígidos horários de orientação e sala de aula
Atendimento pelo tutor, com flexíveis horários, lugares distintos e meios diversos
Fonte: Sá, Iranita. Educação a Distância: Processo Contínuo de Inclusão Social.Fortaleza,CEC, 1998:47.

TIPOS DE TUTORIA


            Segundo (Reis, 2000), os modelos de ensino a distância podem ser classificados:

• Modelos de primeira geração: ensino por correspondência, em que os manuais exercem a função comunicativa.

• Modelos de segunda geração: utilizam os meios de comunicação de massa (rádio e TV) para transmissão da informação. Alguns modelos podem ser interativos, já que permitem aos alunos enviar perguntas através do telefone.

• Modelos de terceira geração: A teleinformática e os ambientes virtuais de aprendizagem são recursos indispensá-veis e permitem uma interação tanto assíncrona como sincrônica, através de ferramentas como correio eletrônico, foros de mão única ou de dupla via, Internet,  videoconferências, entre outros. Embora o ensino a distância venha sofrendo alterações ao longo do tempo, os recursos impressos continuam sendo fundamentais.

Os modelos de tutoria oferecidos por algumas Universidades atualmente  também segundo Reis, 2000, também não são uniformes e podem ser classificados como:

      Semipresencial: modelo adotado pela UNED. Os estudantes contam com um serviço de tutoria totalmente a distância, onde diferentes meios de comunicação são acionados. Tanto podem optar por enviar os exercícios realizados através de materiais previamente elaborados por correio como também contam com assessoria por telefone. Além disso, podem participar de sessões semanais de atendimento presencial, onde grupos pequenos de alunos discutem a matéria com o professor. As tutorias não são obrigatórias.

  • Bimodal: Além da tutoria virtual, a instituição oferece, a cada semestre, sessões de tutoria presencial. A primeira é obrigató-ria. Os estudantes são apresentados ao seu tutor que o acompanha durante toda a carreira. Além de valorizarem o conhecimento presencial, acreditam que este momento é importante para conhecer o perfil de aluno e orientá-lo na eleição das disciplinas. No início do curso, oferecem também um sábado de oficinas para promover a interação dos alunos. Próximo ao período de provas, há outro encontro presencial para que os alunos possam tirar as dúvidas dos conteúdos. Participam tutores e professores das matérias e a presença dos alunos é opcional. Segundo os alunos que entrevistamos, a participação é maior no início do curso e, à medida que se sentem mais confiantes na matéria, deixam de participar.

  • Virtual: Todo o sistema de tutoria é realizado através do campo virtual, portanto, as mediações tecnológicas interferem e agregam valor às interações comunicativas. Eventualmente, os alunos podem comunicarse por telefone, porém, esse tipo de interação, segundo os tutores que entrevistamos, raramente acontece. O uso do computador está muito introjetado na cultura local e, como a maioria dos alunos da Universidade Virtual integra  o corpo docente ou administrativo da instituição, está muito habituada ao uso dessa ferramenta.

A IMPORTÂNCIA DO TUTOR NA EAD

Espera-se hoje que um bom profissional seja dinâmico, criativo, conhecedor do processo global do mercado onde atua, entre outras características. Esta realidade está levando as empresas a se preocuparem com a formação de seus profissionais e investirem, cada vez mais, em treinamento corporativo. Considerando o ritmo acelerado de trabalho, a dispersão geográfica e a exigência de conhecimentos sempre atualizados, a Educação a Distância aparece como grande oportunidade para empresas investirem na educação continuada de seus profissionais. 

Por meio dessa modalidade de ensino, é possível atingir um número maior de pessoas em um curto espaço de tempo e em diversas localidades. O preço também é muito mais acessível, pois o custo se dilui ao ser dividido pelo número de profissionais treinados. A Educação a Distância proporciona, ainda, maior flexibilidade ao permitir que o aluno acesse o curso no momento que desejar, sem prejudicar o trabalho e respeitando seu ritmo. Existem modelos em que os funcionários nem precisam se ausentar do posto de trabalho. 

Com toda essa mudança, não é difícil imaginar que o processo ensino-aprendizagem necessite de um novo significado para a construção de uma nova prática educativa. A tecnologia sozinha não resolve os problemas educacionais e sociais, podendo gerar um abismo ainda maior na sociedade. Mais uma vez, fica aparente a importância da "presença" de um Educador Virtual, que acompanhe este processo de auto-aprendizagem e "cuide" de seus aprendizes. Daí o termo utilizado para o professor de Educação a Distância: tutor. 

Apesar de representar um avanço ao modelo do auto-estudo, ainda há muito o que se refletir sobre o tema. Muitas vezes, o tutor exerce um papel de "animador", ou seja, mantém contato com os alunos incentivando-os a continuarem seus estudos. Para obter resultados, há a necessidade do domínio do conteúdo pelo educador virtual e também o uso de estratégias pedagógicas que tornem o aprendizado significativo. 

Além disso, o tutor garante o alcance dos objetivos propostos e cria uma parceria com o aluno para contribuir no processo de construção do pensamento em rede e mediar as interações. Promover o diálogo, o debate e desafios que despertem atitudes críticas e reflexivas também são atribuições deste educador. 

Com isso, se faz cada vez mais urgente a necessidade de repensar e estabelecer novas metodologias e práticas de formação dos profissionais de educação, visando prepará-los para as constantes mudanças do mundo contemporâneo e desenvolver competências e habilidades exigidas para atuar neste novo papel de "Educador Virtual". Fica claro a necessidade de uma reflexão da função do tutor na sociedade e na formação de novos profissionais deste mercado cada vez mais competitivo.

EVOLUÇÃO DA EAD


O ensino a Distância (EAD) é um sistema de ensino não-presencial, ou seja, é uma forma de aprendizagem que se dá sem a presença de professor e sem local específico para fins educativos.
A mudança histórica no decorrer dos anos, no Brasil como no mundo, fez o individuo buscar formas de se adaptar ao ambiente atual e desenvolver meios para sobreviver a ele.
Os desafios para a humanidade com o surgimento de uma nova sociedade, a da informação e do conhecimento, motivou a necessidade de uma transição de paradigma, com novas formas de ensinar e aprender.
Esta modalidade de ensino não pode ser encarada como uma panacéia para todos os males da educação brasileira. Há um esforço muito grande dos educadores e pesquisadores da educação em mostrar que os problemas da educação brasileira não se concentram somente no interior do sistema educacional, mas, antes de tudo, refletem uma situação de desigualdade e polaridade social, produto de um sistema econômico e político perverso e desequilibrado. "Certamente que a educação, nas suas mais diversas modalidades, não tem condições de sanear nossos múltiplos problemas nem satisfazer nossas mais variadas necessidades. Ela não salva a sociedade, porém, ao lado de outras instâncias sociais, ela tem um papel fundamental no processo de distanciamento da incultura, da acriticidade e na construção de um processo civilizatório mais digno do que este que vivemos". (Luckesi, 1989, 10).
Nesse período de evolução o processo aprendizagem passou por significativas mudanças, uma delas a necessidade de criar um sistema de ensino independente, em que o aluno poderia determinar o tempo e o local para estudar.  Em decorrência dessa necessidade surge uma proposta de ensino a distância.
De acordo com G. Dohmem (1967), Educação a distância é uma forma sistematicamente organizada de auto­-estudo onde o aluno se instrui a partir do material de estudo que Ihe é apresentado, onde o acompanhamento e a supervisão do sucesso do estudante são levados a cabo por um grupo de professores. Isto é possível de ser feito a distância através da aplicação de meios de comunicação capazes de vencer longas distâncias. O oposto de "educação à distância" é a "educação direta" ou "educação face-a-­face": um tipo de educação que tem lugar com o contato direto entre professores e estudantes. 
Na opinião de O. Peters (1973), Educação/ensino a distância é um método racional de partilhar conhecimento, habilidades e atitudes, através da aplicação da divisão do trabalho e de princípios organizacionais, tanto quanto pelo uso extensivo de meios de comunicação, especialmente para o propósito de reproduzir materiais técnicos de alta qualidade, os quais tornam possível instruir um grande número de estudantes ao mesmo tempo, enquanto esses materiais durarem. É uma forma industrializada de ensinar e aprender.
No estudo de B. Holmberg (1977), o termo "educação à distância" esconde­ se sob várias formas de estudo, nos vários níveis que não estão sob a contínua e imediata supervisão de tutores presentes com seus alunos nas salas de leitura ou no mesmo local. A educação a distância se beneficia do planejamento, direção e instrução da organização do ensino. 
Além desses, vale ressaltar o conceito de outros autores para o mesmo assunto, porém em um período de tempo mais atual. Para Chaves (1999), considera a expressão educação a distância incorreta, preferindo outra, ensino a distância, uma vez que “A educação e a aprendizagem são processos que ocorrem dentro da pessoa, não há como possam ser realizados a distância”.
Já para Belloni (2002), o fenômeno da educação a distância faz parte de um processo de inovações educativas de uma forma mais ampla e integra as novas tecnologias da informação e comunicação nos processos educativos.
Ainda que, para alguns autores não há uma concordância quanto à terminologia dessa modalidade, observa-se que prevalece o termo ‘educação à distância’, visto que se a expressão educação é mais abrangente e mais focada no ensino do que no professor.
Embora a modalidade da EAD não seja tão antiga quanto os demais formatos tradicionais de educação, mas também não tão recente quanto alguns imaginam sua implementação nas mais variadas áreas tem se intensificado nos últimos anos.
Por volta de 1850, agricultores e pecuaristas europeus aprendiam, por correspondência, como plantar ou qual a melhor forma de cuidar do rebanho. Esse é o começo do ensino a distância. (Folha online 2004)
A educação a distância surge no Brasil com cursos de eletrônica desenvolvidos pelo Instituto Rádio-Técnico Monitor de São Paulo em 1939 e mais tarde com o Instituto Universal Brasileiro, em 1941, várias experiências foram iniciadas e levadas a termo com relativo sucesso. (Castro, 1979, p. 18)                      
Ainda segundo o autor o Instituto Universal Brasileiro foi o difusor profissionalizante da América Latina, tais como eletricidade, desenho, caligrafia, bordado, contabilidade.
Para Pimentel (2006), a EAD teve sua origem no século XIX e surgiu da necessidade de preparar pessoas para o mundo do trabalho e que não podiam freqüentar um ensino presencial, sendo criadas as primeiras turmas de ensino por correspondência.
O rádio permitiu que o som (em especial a voz humana) fosse levado a localidades remotas, como a televisão a sua imagem.
Nos anos de 1960, a televisão popularizou-se no Brasil e, no ano de 1967 foram criados os canais Cultura, Tupi, Paulista, Record, Excelsior e Bandeirantes. Ainda nesse ano, por iniciativa do governo foram implantadas TVs Educativas, com o intuito de criar canais voltados à educação e à cultura, e também a Fundação Padre Anchieta para administrar a TV Cultura.
Em 1969 entrava no ar a TV Cultura, de São Paulo, que transmitia cursos de Madureza ginasial, com telepostos instalados em grupos escolares, e o Serviço de Radiodifusão Educativa do MEC com o Projeto Minerva em 1970.
No ano de 1978, estréia o Telecurso 2º grau, com a participação da iniciativa privada no processo de disseminação da EAD, para dar atendimento a jovens e adultos que desejavam fazer o curso ou complementar sua escolaridade até o nível de 2º Grau.
Essa idéia surgiu na época com o presidente da TV globo, Roberto Marinho, acreditava que a televisão poderia ser utilizada como instrumento para levar educação ao maior número possível de lares brasileiros.
No final dos anos 80, outras experiências, como a do programa ‘Um salto para o futuro’, o qual era voltado para a atualização de docentes do ensino fundamental através de um processo interativo nacional viabilizado pela popularização dos televisores e pelo desenvolvimento do sistema de comunicação via satélite.
Segundo Evans (2002), a terceira geração utiliza desde os anos 90 as redes telemáticas, que combinam a informática e as telecomunicações e suas múltiplas potencialidades, tais como, o correio eletrônico, os sites, os banco de dados, as listas de discussão etc. Sendo assim, permitindo a interação coletiva mais rápida entre professores e alunos, principalmente de modo assíncrono, ou seja, fora do tempo real, superando a "distância social" bem como a "distância geográfica". 
Para tanto, está diretamente ligada ao uso do computador pessoal e da Internet, que viabiliza mecanismos para os estudantes se comunicarem de forma síncrona (salas de chat) e assíncrona (grupos de discussão por e-mail, fóruns).
A TV possui recursos mais aprimorados, pode combinar audição, visão e emoção com grande vantagem para a aprendizagem do estudante. Dessa forma, se adequam muito bem a uma proposta de ensino multidisciplinar, que variam desde arte culinária, desenho, áreas humanas e exatas.
Motivado pela inserção da Universidade Aberta da Venezuela, da Costa Rica, da Inglaterra, e de outras experiências bem sucedidas, o Brasil em 1980 tenta a criação de uma Universidade Aberta a Distância, mas todas as iniciativas foram frustradas.
Nesse período, a Universidade de Brasília criou um centro para desenvolver cursos de extensão sob a modalidade à distância, o que representou um grande avanço. Estavam à frente dessa iniciativa o então pró-reitor de extensão Valnei Garrafa, Maria Rosa de Magalhães e o reitor Cristovão Buarque.   Na época, eram usados o correio, encontros presenciais e material impresso.
Já em 1990, uma grande parte das instituições de ensino superior brasileiras aderiram à modalidade EAD. Em 1994, com o acesso mais fácil para a internet, se expandiu rapidamente no ambiente universitário. 
Em 1992, foi criada a Universidade Aberta de Brasília (Lei 403/92) como objetivo de atingir três campos específicos de acesso a todos: a educação continuada, reciclagem profissional em diversas áreas, e o ensino superior (graduação e pós-graduação).
A Universidade Aberta do Brasil (UAB) foi criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2005, com o objetivo de levar, através da educação à distância, o ensino superior público de qualidade ao interior do país. Implementada por meio da Secretaria de Educação à distância (SEED-MEC), a UAB tem como parceiros as universidades já existentes, os municípios e o próprio MEC. Em um país de dimensões continentais, este projeto de interiorização da educação tem importância estratégica fundamental.

A evolução de novas tecnologias tem causado profundas mudanças na sociedade e no cotidiano das pessoas, conseqüentemente mudando a forma de trabalhar, de se divertir, de estudar. Sendo assim, ocorreram grandes avanços tanto no setor empresarial como na área da educação. Castells (2000, p.116) afirma que:
O que caracteriza a atual revolução tecnológica não é a centralidade de conhecimento e informação, mas a aplicação destes conhecimentos e dessa informação para geração do conhecimento e de dispositivos para processamento/comunicação da informação, em um ciclo de realimentação cumulativo entre a inovação e seu uso.
 Dessas novas tecnologias em especial a Internet propiciou a evolução da EAD, pois através dela foi possível criar ambientes de aprendizagem com possibilidades de interação com pessoas de diversos lugares e com acesso a qualquer tipo de informação,
O aumento da competitividade do mercado foi um dos fatores que impulsionaram o crescimento da EAD, as empresas precisavam buscar uma força de trabalho cada vez mais qualificada. Por outro lado, as pessoas precisavam se qualificar para conseguir disputar por melhores vagas no mercado, por isso a procura por cursos técnicos e de graduação tem crescido mais a cada ano.
Darcy RIBEIRO, um entusiasta da educação à distância, ressaltava que "os educadores de todo o mundo passaram a contar, nos últimos anos, com aceleradores pedagógicos de eficácia antes impensável. Falo do instrumental audiovisual, televisivo e informático que, em conjunto, configura uma revolução tecnológica. Maior que a representada pela tipografia de Gutemberg e, posteriormente, pela produção industrial de livros acessíveis. Se estas deram os livros à mão cheia que pedia o poeta, a nova oferta nos dá a mesma e até melhor quantidade de saber da forma escrita e ilustrada, falada e sonorizada, visualizada, filmada, televisionada e computadorizada. Tudo isso individualizado para o aproveitamento de cada aluno". (MOTTA, 2011)
Os principais motivos da atual expansão da EAD, não só no país, mas em todo mundo, são basicamente três:
 1) o aumento da demanda por formação ou qualificação;
 2) a multiplicação de meios técnicos capazes de garantir materialmente a efetivação desse tipo de educação; e
 3) a emergência de uma cultura que já não vê com muito estranhamento o estabelecimento de situações de interação envolvendo pessoas situadas em contextos locais distintos. (BENAKOUCHE, 2000).